É preciso mudar

Hoje, dia 18 de Outubro, é o dia do médico. Com certeza este profissional merece congratulações por exercer esta bela profissão – diagnosticar problemas de saúde e tratá-las de acordo com a sua especialidade.
Cada vez mais são especialistas nas mais diversas áreas e prestar um bom serviço na área de saúde é realmente desafiador. A nobre missão de salvar vidas maior ainda.
Em quase todo tipo de serviço, existem diferenciações por quem o presta e os profissionais de saúde não fogem a esta regra.  O que me intriga, é que, vivemos num país onde as queixas pelo péssimo serviço prestado à população, principalmente na saúde pública, faz com que, as pessoas que possuem renda maior, utilizem serviços prestados por clínicas e médicos particulares. Porém, as diferenças entre alguns planos pagos de saúde e o serviço público de saúde são cada vez mais irrelevantes.
Um dos aspectos mais difíceis de se usufruir do serviço público de saúde é a grande demanda de pacientes e o número pequeno de médicos, o que faz existir filas enormes em postos de saúde, onde o critério para o atendimento é atender quem chega primeiro. Muitos não conseguem a consulta e precisam  retornar em outro dia.
Ora, pasmem com o que tem acontecido. É cada vez menor, o número de consultórios particulares que atendem com hora marcada, um dos diferenciais a meu ver, muitíssimo importante nos dias de hoje.

Precisei fazer duas consultas esta semana e em uma delas perdi a manhã toda para uma consulta que durou no máximo vinte minutos. Já em outra,  perdi a tarde inteira para um exame realizado em quinze minutinhos. Ao perguntar à atendente porque a médica atendia seus pacientes sob este critério, fui informada que, com a hora marcada, acontecem imprevistos de horários e desta forma ela tinha menos problemas. Sendo assim, é estipulado um número máximo de pacientes por manhã e todos devem chegar até 08h30min para serem atendidos. Ou seja, dependendo do número de pessoas, o paciente poderá ficar esperando entre 4 ou 5 horas numa sala para ser atendido. Foi o que ocorreu comigo, cheguei as 08h30min e saí 11h45min.
Eu poderia escolher outro médico, de fato poderia. Mas o mais preocupante, é que, quase todos os profissionais da saúde têm adotado este critério. E eu me pergunto, por quê? Tempo é algo muito precioso nos dias atuais. Além de ser uma falta de respeito, considero uma falha grave na prestação do serviço, por melhor que seja a consulta e o tratamento posterior.
Interessante que em outro segmento, os serviços de beleza, dificilmente você consegue um tratamento de cabelo, corte ou manicure sem hora marcada, inclusive nos estabelecimentos menores. Será que os salões de beleza possuem maior habilidade para lidar com imprevistos nos horários marcados do que os consultórios médicos?
Estamos vivendo em ritmo acelerado, em que gerir o tempo é extremamente necessário. E os serviços estão se adequando à nossa pressa. Inclusive serviços públicos, que antes eram enfadonhos, hoje já marcam por telefone a data e o horário de atendimento, por exemplo o DETRAN, INSS, Passaportes...
Penso que não deveríamos aceitar, sob  hipótese alguma,  prestadores de serviços que não respeitem o nosso precioso tempo e o de seus clientes.
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