Noé: Um filme pra quem tem paciência de Jó

Ao esperar um filme grandioso e épico, qual minha maior decepção ao assistir Noé - um filme que apenas finge ser um. Nem um ator de peso como Russel Crowe, ganhador de Oscar, segura esta produção. Ele está péssimo e a arca é uma banheira numa história simplória onde tem batalhas que parecem rejeitadas do "Senhor do Anéis".

A história desagua num irritante filme esquemático e de pobreza visual. A entrada dos animais na Arca poderia ser um bom ingrediente para imagens espetaculares, mas os resultados na tela deixam a desejar.

Quando Noé precisa impedir que invasores entrem na Arca, é ajudado por Guardiões, gigantes de pedras que o Criador abandonou na Terra. Estas criaturas se erguem para lutar e a partir daí não se sabe qual produção se assiste, mas imediatamente nos remete a "Transformers".

O elenco poderia fazer a diferença, mas não consegue. Anthony Hopkins surge como Matusalém, avô de Noé, interpretando mais um tipo idoso sábio como Odin , dos filmes "Thor". Jennifer Connelly, esposa de Noé, com o passar dos anos na história, consegue a proeza de ficar mais jovem e bela. Já Crowe, não consegue desmitificar "Gladiador", sendo incapaz de demonstrar sutileza necessária para um homem em conflito como Noé.

O figurino e a caracterização dos personagens é outro desastre. Parece tudo tão atual como qualquer desfile fashion 2014.

Com mais de duas horas, o filme vai cansando. Recorrendo a outro sofrido personagem bíblico -
é preciso paciência de "Jó", pra aguentar Noé.

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